DeVera(s)
Todo o dia é dia de aprender um pouco do muito que a vida traz.
Monday, September 18, 2006
Gosto de ti porque...
...és feita de sol.
...as nossas gargalhadas iluminam os meus dias.
...te leio nos olhos o que pensas. Os teus olhos são espelho da tua alma.
...contigo as horas são curtas e os abraços sinceros.
...me dás a mão e me ajudas a ganhar coragem para continuar o meu caminho.
...enriqueço contigo, a cada poesia, a cada livro, a cada sorriso.
...caminhas de mãos dadas comigo, embora o teu caminho não seja o meu caminho.
...se há pessoas modificam a vida “de verdade”, tu és uma delas.
...contigo eu sou mais eu!
...as nossas gargalhadas iluminam os meus dias.
...te leio nos olhos o que pensas. Os teus olhos são espelho da tua alma.
...contigo as horas são curtas e os abraços sinceros.
...me dás a mão e me ajudas a ganhar coragem para continuar o meu caminho.
...enriqueço contigo, a cada poesia, a cada livro, a cada sorriso.
...caminhas de mãos dadas comigo, embora o teu caminho não seja o meu caminho.
...se há pessoas modificam a vida “de verdade”, tu és uma delas.
...contigo eu sou mais eu!
Sunday, August 06, 2006
«De todos as sensações que acompanham a nossa relação, por exemplo, o quanto gosto de ti, as quantas saudades que tenho tuas, o quanto preciso de ti, há uma sensação que não compreendo.
Medo.
Faço um esforço para compreender e lembro-me dos momentos que estive, fisicamente, contigo. E nesse mesmo instante, compreendo o meu medo.
Quando estou contigo tudo o que digo sai-me de uma maneira assustadoramente fluente. Tenho a necessidade de dizer tudo o que penso. Deixo de lado o conformismo e tudo me sai da a 100 km/h quando normalmente sai a 2 Km/h. Essa velocidade é acompanhada pela velocidade com que os segundos passam. E esta mesma velocidade é imposta pelo medo, de que qualquer dia algo me impeça de te dizer tudo o que tenho para dizer.
Pensei que este medo fosse ultrapassado pela compreensão dele mesmo. Vejo agora que ele é eterno porque nem todas as palavras do Mundo poderão expressar a gratidão que te tenho. Apercebo-me que essa gratidão só será expressa com o tempo que estarei do teu lado a apoiar-te. Esse tempo durará exactamente o mesmo tempo que durará o medo.
Eternamente.
Deixa-me agradecer-te.»
Medo.
Faço um esforço para compreender e lembro-me dos momentos que estive, fisicamente, contigo. E nesse mesmo instante, compreendo o meu medo.
Quando estou contigo tudo o que digo sai-me de uma maneira assustadoramente fluente. Tenho a necessidade de dizer tudo o que penso. Deixo de lado o conformismo e tudo me sai da a 100 km/h quando normalmente sai a 2 Km/h. Essa velocidade é acompanhada pela velocidade com que os segundos passam. E esta mesma velocidade é imposta pelo medo, de que qualquer dia algo me impeça de te dizer tudo o que tenho para dizer.
Pensei que este medo fosse ultrapassado pela compreensão dele mesmo. Vejo agora que ele é eterno porque nem todas as palavras do Mundo poderão expressar a gratidão que te tenho. Apercebo-me que essa gratidão só será expressa com o tempo que estarei do teu lado a apoiar-te. Esse tempo durará exactamente o mesmo tempo que durará o medo.
Eternamente.
Deixa-me agradecer-te.»
(Texto "roubado", à descarada, de http://www.fotolog.com/paginassoltas .)
Monday, July 03, 2006
"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto mi-nha vida depende de suas existências...
Alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar!
Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece e que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos. A gente não faz amigos, reconhece-os."
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto mi-nha vida depende de suas existências...
Alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar!
Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece e que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos. A gente não faz amigos, reconhece-os."
Vinícius de Moraes
É para ti este texto. Aliás, é para ti MAIS este texto, a juntar a todos aqueles que partilhámos e a tudo o que já te escrevi.
Tuesday, June 27, 2006
A wise man once said you can have anything in life if you will sacrifice everything else for it... what he meant is nothing comes without a price. So before you go into battle, you better decide how much you're willing to lose. Too often, going after what feels good means letting go of what you know is right; and letting someone in means abandoning the walls you've spent a lifetime building. Of course, the toughest sacrifices are the ones we don't see coming, when we don't have time to come up with a strategy to pick a side or to measure the potential loss. When that happens, when the battle chooses us and not the other way around, that's when the sacrifice can turn out to be more than we can bear.
Grey's Anatomy
Saturday, June 03, 2006
Histórias de uma voluntária II
A V. tem dezasseis anos, tal com a E. de quem falei num post anterior. Está internada, deitada numa cama com o olhar fixo não sei bem onde. Eu e a D. aproximamo-nos dela e iniciamos uma conversa. Percebemos que a V. vive num abiente familiar totalmente destruído. Perdeu a esperança. Gosta das aulas de inglês na escola, mas desistiu dela, por "não servir para nada". Deixou de ter amigas, porque "são todas umas falsas e cínicas". Não gostava do namorado e "atirou-lhe uma bola à cara", para o fazer perceber isso. Não gosta do pai.
Chego à conclusão que se entregou à ideia que nunca será ninguém na vida.
Tentamos animá-la, fazê-la ver o lado bom da vida. As pequenas coisas. Começamos a ver sorrisos. Começamos a ouvir "Vocês é que podiam ser minhas amigas. São tão simpáticas...".
O que a V. precisava era de alguém que lhe desse um pouco de atenção. Na hora de saída, reparamos o quão carente ela é, pois estendemos-lhe a mão e ela, imediatamente, tentou agarrar-nos o braço, numa tentativa desesperada de agarrar um pouco de esperança.
(Silvana, pediu e aqui está. Para você!)
Sunday, May 28, 2006
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Quanto mais eu sinta, quando mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Álvaro de Campos
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Quanto mais eu sinta, quando mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Álvaro de Campos
Monday, May 22, 2006
Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte).
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu ventre calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.
Miguel Torga
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte).
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu ventre calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.
Miguel Torga
De uma tarde cheia de sorrisos veio a lembrança deste poema. Consequentemente, recordei de tudo o que ele significou o ano passado.
Duas pessoas que, apesar de bem diferentes, se unem em muitos pontos. Um deles, a poesia. Desta relação só podia resultar uma grande amizade. Gosto de ti. Quero continuar a aprender comigo e quero continuar a fazer-te ver o mundo de um outro prisma.


